O café cai no Brasil e cresce em Rondônia

O café cai no Brasil e cresce em Rondônia

AS DUAS FACES DA HISTÓRIA

O Governo do peemedebista Confúcio Moura, de Rondônia, está comemorando a expectativa de chegar perto de R$ 1 bilhão na produção de café nesta safra. Mais precisamente, algo em torno de R$ 968 milhões de Valor Bruto de Produção(VBP).

Se confirmado o prognóstico, Rondônia apresentará um crescimento de 51% em relação à produção de 2016, que foi R$ 641 milhões.

Este resultado coloca o estado na contramão dos índices de queda da produção nacional. Nesse ano a safra brasileira de café deve fechar em R$ 21 bilhões. Em 2016, foi de R$ 24 bilhões. Se confirmado a previsão, a queda do Valor Bruto de Produção do país será de -11,4%.

Na produção de café, o destaque é a alta qualidade e produtividade da espécie Conillon que vem conquistando espaço e superando marcas nacionais.

O governo credita esse resultado a corretas políticas e ações públicas destinadas ao setor.

A OUTRA FACE                           



Mas sempre foi assim. No final do governo do peemedebista Jerônimo Santana, em 1990, o café era uma das mais extensivas culturas agrícolas de Rondônia. Havia até uma cidade chamada Cafelândia, na Região de Ariquemes. Mas não valia nada.

Era bonito de ver, no mês de agosto, as ruas de café floradas de branco, exalando perfume no ar, parecendo guirlandas havaianas, prenunciando mais uma grande safra. Mas não havia políticas nem ações públicas do estado para a defesa, proteção e estímulo ao produtor. Por isso, não tinha valor nenhum.

Oferecido à meia, em troca de limpeza de ruas e poda das plantas, era recusado. Ofertado em troca do coroamento dos pés de café ricamente carregados de grãos bonitos e saudáveis, era também recusado. O trabalhador dizia que a colheita não pagava a diária de trabalho. E o pior, é que era verdade.

Como agora, o Brasil naqueles tempos, vivia mais uma de suas cíclicas crises resultante de atos atabalhoados dos seus dirigentes.

Autor / Fonte: Osmar Silva

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