Editorial – Execução de mais um político em Rondônia reencarna anárquico Velho Oeste no Estado

Editorial – Execução de mais um político em Rondônia reencarna anárquico Velho Oeste no Estado

Porto Velho, RO – Os órgãos do setor de Segurança Pública parecem um pouco mais mobilizados do que o normal após a execução sumária de mais um político de Rondônia.

O pacato Francisco Vicente de Souza, conhecido como Chico Pernambuco (PSB), estava prestes a chegar em casa quando fora surpreendido por uma enxurrada de balas promovida por pelo menos quatro bandidos divididos em duas motocicletas.

O Estado está reencarnando o anárquico Velho Oeste da pistolagem ao permitir que ações como essas sejam perpetradas sem apontar os responsáveis, encaminhando-os à punição adequada.   

Crimes que envolvem políticos geralmente mantêm por detrás intenções políticas. Alguém que não está sendo – mas deveria – beneficiado pelo agente público; ou um sujeito que tentou chegar lá, só que não conseguiu e tantos outros fatores podem corroborar com esses assassinatos cometidos a esmo e sem explicação. E ainda que os ilícitos tenham outras motivações, somam-se aos inúmeros casos de assassinatos promovidos a sangue frio.

No começo deste ano, o ex-prefeito de Ministro Andreazza Neuri Persch também sucumbiu da mesma maneira: fora abalroado diante da residência de um de seus familiares.

Entenda

Em março de 2016, o ex-vereador de Jorge Teixeira Edivaldo Andrade França teve o mesmo fim: executaram-no, sem pudor, dentro da rodoviária de Jaru. O homem levou três tiros e não resistiu aos ferimentos.

Em 2008, o ex-presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto do Oeste Edison Luiz Gasparotto recebeu o mesmo tratamento: seis tiros puseram ponto final em sua biografia. Há outros casos que podem ser mencionados para trilhar um perfil macabro instalado por aqui – sem contar a história de Olavo Pires – denotando o retorno das práticas mais bestiais desencadeadas pelos seres humanos mais remotos destas paragens do poente.

E piores do que aqueles que puxam o gatilho, que geralmente o fazem por qualquer mixaria acertada, são os contratantes do extermínio, verdadeiros encomendadores da morte.

 Rondônia precisa se ajustar e rápido! E não só porque um prefeito morreu. Medidas mais enérgicas no combate à criminalidade deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Enquanto isso não ocorre e o governador Confúcio Moura (PMDB) reclama da falta de logística e organização de seu pessoal, pessoas morrem; e as que ficam se amedrontam.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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