A ‘reforma política’ e a pretensiosa dobradinha do MDB de Rondônia ao Senado Federal

A ‘reforma política’ e a pretensiosa dobradinha do MDB de Rondônia ao Senado Federal

Raupp e Confúcio rumam ao Senado pelo MDB

Porto Velho, RO – A “grande” reforma política no Brasil limita-se, até agora, a alterações estapafúrdias nas nomenclaturas das legendas tupiniquins. Saíram os pês iniciais que denunciavam o óbvio “Olha, isto aqui é um partido, viu? PAR-TI-DO!” – sobrevindo titulações marqueteiras visando expurgar o descrédito envolto às siglas tradicionalíssimas em traquinagens.

Surgiram, então, Podemos, Centro Democrático, Progressistas, Avante, Democracia Cristã, Livres, um tal de MDB e por aí vai.

Fachada nova em todas as lojas de produtos ultrapassados; ou gondôla 'zero km' com alimentos vencidos: você que sabe!

O MDB, diferente dos demais, não quis gerar outro RG com novíssima foto 3x4. Optou pelo resgate à raiz cultivada por Ulysses Guimarães – sumariamente suplantada pelo modelo José Sarney de gestão político-partidária. E sejamos francos, absorvida pela grande maioria que adora entoar Guimarães, mas ama, ainda mais, agir como Sarney.

Assunto superado, né?

De documento novo e gel nos cabelos grisalhos, o partido do senador Valdir Raupp e do governador Confúcio Moura acaba de bater o martelo: a dupla irá à peleja eleitoral de 2018 no intuito de garantir duas cadeiras do Senado à cota emedebista.

Confúcio, o homem do momento após reiteradas exposições nacionais positivas – a exemplo das registradas em VEJA e também no próprio UOL – como ‘o cara’ certamente não largaria o osso. Sempre bem avaliado, poderia causar estragos à reeleição do amigo Valdir se mudasse de sigla a fim de engatar a postulação.

Ficando onde está, aumenta de forma exponencial as possibilidades de Raupp só pelo fato de não confrontá-lo, digamos assim.

Mas o “Dia do Fico” rondoniense implica em outro fato curioso: a possibilidade iminente de uma reedição dos embates travados entre Moura e Expedito Júnior (PSDB) nas eleições de 2014. A diferença é que a campanha ao Senado não nos brindará com debates televisivos e o telespectador não terá a oportunidade de rever, por exemplo, o encalistrado chefe do Executivo encarnar postura ofensiva partindo para cima do tucano, como ocorrera no 2º turno diante das câmeras da Globo. “O candidato está ‘amarelo’”, bradou num rompante antológico.

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Falando em “Dia do Fico”, é preciso registrar que na política tudo é possível, principalmente quando as garantias não partem da boca do agente. Da boca de Moura mesmo não se ouviu nada.

Nesta sexta-feira (12) quem garantiu a permanência de Confúcio no MDB foi o próprio senador Raupp, já que o governador estaria “cumprindo agenda no interior”.

Resumindo, todo o contexto avaliado acima só é válido se o Planeta Eleição não virar de ponta-cabeça.

Fato é que, concretizada a dupla no páreo, haja dureza para Expedito, o próprio Aluízio Vidal (REDE) e demais pretensos candidatos. A partir de agora é guerra!

 

Autor / Fonte: Vinicius Canova

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